Tabela
| Faixa salarial | Alíquota |
|---|---|
| Até R$ 1.518,00 | 7,5% |
| De R$ 1.518,01 até R$ 2.793,88 | 9% |
| De R$ 2.793,89 até R$ 4.190,83 | 12% |
| De R$ 4.190,84 até R$ 8.157,41 | 14% |
O que é a contribuição para o INSS
O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) é a autarquia federal responsável pela Previdência Social brasileira. Todos os trabalhadores formais (CLT, servidores públicos vinculados ao regime geral, contribuintes individuais, autônomos, MEIs) contribuem mensalmente ao INSS, e essa contribuição dá direito a aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade, pensão por morte, auxílio-reclusão e outros benefícios.
Desde 2020, a tabela do INSS para trabalhadores CLT segue o sistema progressivo: a contribuição é calculada em faixas, aplicando alíquotas diferentes a cada parte do salário. Isso substituiu o modelo anterior, em que uma única alíquota era aplicada sobre todo o salário conforme a faixa em que ele caía. O novo modelo é mais justo e reduz saltos bruscos entre faixas.
Como ler a tabela progressiva
Na tabela progressiva, cada faixa do salário é tributada com uma alíquota específica, e o total a pagar é a soma dessas parcelas. Por exemplo: se as faixas são 7,5% até R$ 1.412, 9% de R$ 1.412,01 a R$ 2.666,68, 12% de R$ 2.666,69 a R$ 4.000,03 e 14% de R$ 4.000,04 a R$ 7.786,02, e seu salário for R$ 3.500, você paga 7,5% sobre a primeira faixa, 9% sobre a diferença até a segunda, e 12% sobre o que sobra na terceira.
Consulte sempre a tabela oficial vigente para 2026 no site do INSS ou da Receita Federal, pois os valores de corte e alíquotas podem sofrer reajustes anuais. A tabela nesta página é uma referência educacional para entender o mecanismo.
Teto do INSS
Existe um teto máximo de contribuição ao INSS: salários acima do limite superior da última faixa não pagam contribuição adicional. Isso porque os benefícios do INSS também têm teto — o valor máximo que uma aposentadoria comum pode atingir corresponde a essa faixa.
Para quem ganha muito acima do teto, a contribuição adicional vira 'taxa' sem contrapartida, e muitos trabalhadores de alto salário complementam com previdência privada (PGBL/VGBL) para obter aposentadoria acima do teto do INSS. O teto é reajustado anualmente, normalmente em janeiro.
Trabalhadores autônomos e contribuintes individuais
Quem trabalha por conta própria (autônomos, prestadores de serviço sem vínculo) tem uma lógica diferente: contribui como 'contribuinte individual' diretamente ao INSS, escolhendo a base (entre o salário mínimo e o teto) e aplicando alíquota única de 20% (modalidade padrão) ou 11% (plano simplificado, mas com restrições em direitos futuros).
MEIs (Microempreendedores Individuais) pagam via DAS uma contribuição fixa reduzida (5% do salário mínimo) que dá direito a aposentadoria por idade (não por tempo), auxílio-doença e salário-maternidade. É uma das formas mais baratas de estar coberto pela Previdência Social.
INSS sobre 13º salário e férias
O 13º salário tem tributação separada de INSS — calcula-se sobre o valor bruto do 13º usando a mesma tabela progressiva, como se fosse um salário adicional. Isso geralmente joga o trabalhador em uma alíquota menor do que se o 13º fosse somado ao salário mensal normal.
Férias também sofrem desconto de INSS, calculado sobre o valor bruto (salário + 1/3) usando a tabela progressiva vigente. A contribuição sobre férias é somada à contribuição do salário mensal para efeito de cálculo final do benefício previdenciário futuro.
Impacto no salário líquido
O INSS é o primeiro desconto obrigatório da folha de pagamento. Depois dele vem o IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte), calculado sobre o salário já descontado do INSS. Por isso, a contribuição ao INSS 'economiza' um pouco de IR, já que a base de cálculo do imposto de renda fica menor.
Para um salário bruto de R$ 3.500, o desconto de INSS ficará perto de R$ 315 (aplicando a tabela progressiva em faixas), e o IRRF é calculado sobre R$ 3.185 como base — não sobre R$ 3.500. Essa é uma característica importante que muitos calculadores online ignoram.
Perguntas frequentes
Como funciona a tabela progressiva do INSS?
O salário é dividido em faixas, e cada faixa recebe uma alíquota diferente. A contribuição total é a soma das parcelas de cada faixa. Quem ganha mais paga mais, mas de forma gradual, sem saltos bruscos entre faixas.
Qual o teto do INSS em 2026?
O teto corresponde ao limite superior da última faixa da tabela, reajustado anualmente. Salários acima desse valor não pagam contribuição adicional. Consulte o valor oficial atualizado no site do INSS ou Receita Federal.
INSS é descontado antes ou depois do imposto de renda?
Antes. O INSS é o primeiro desconto obrigatório. O IRRF é calculado depois, usando como base o salário já descontado do INSS. Isso reduz indiretamente o imposto de renda a pagar.
Autônomos precisam contribuir ao INSS?
Sim, se quiserem ter direito a benefícios previdenciários (aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade). Contribuem como 'contribuinte individual', escolhendo a base entre o mínimo e o teto, com alíquotas de 11% (simplificado) ou 20% (completo).
MEI paga INSS?
Sim, mas de forma simplificada e reduzida. O MEI paga mensalmente via DAS uma contribuição equivalente a 5% do salário mínimo vigente, que dá direito à aposentadoria por idade, auxílio-doença e salário-maternidade.
Como é calculado o INSS sobre o 13º salário?
De forma separada do salário mensal, usando a mesma tabela progressiva sobre o valor bruto do 13º. Isso frequentemente coloca o trabalhador em uma alíquota menor do que se o 13º fosse somado ao salário mensal.
Contribuir acima do teto vale a pena?
Para o INSS, não: benefícios têm teto. Para complementar aposentadoria acima desse teto, considere previdência privada (PGBL se declara completo no IR, VGBL se declara simplificado).
Por quanto tempo preciso contribuir para aposentar?
Depende da regra: aposentadoria por idade exige 180 meses (15 anos) de carência. Aposentadoria por tempo de contribuição tem regras próprias após a reforma de 2019, incluindo regras de transição. Consulte um contador ou o Meu INSS.